sábado, 19 de setembro de 2009

NONSENSE: Devaneios Metafísicos em busca da LUZ!

Tem gente que acha que as minhas preocupações deveriam ser mais com o cotidiano, queriam que meus devaneios fossem menos metafísicos. Seria melhor preocupar-me apenas com se vai chover ou não, com a opinião do chefe, com o trânsito. Preocupar-me em viver a vida da forma mais superficial possível. Sem questionamentos. Sem a angústia de preseguir o auto-conhecimento. Conformada com a minha "humanisse".

Para que buscar de onde vem a alma, não é mesmo? Porque desvendar os segredos do coração? Para que buscar entender o papel das pessoas na minha vida? Porque buscar a razão dos acontecimentos? Porque buscar explicações do porque estou aqui? Porque isto aconteceu ontem, não hoje? Como este livro veio parar na minha mão?

É melhor apenas achar que tudo isso não passa de um bando de coincidências. Coincidência, ponto. Acaso, ponto. E encerra-se o questionamento e acaba a aflição, ponto. E vive-se na ignorância e ponto, fim de papo.

Mas não. Isso é viver na ilusão. No Hinduísmo, esta ilusão é maya. Maya é resultado da ignorância. Ignoramos a Verdade Suprema. Sim, existe uma Verdade que rege o Universo, o Cosmo. Somos todos parte deste Universo, estamos inseridos nele. Ou melhor ainda, somos uma representação do Unviverso, um microcosmo (não diz a Bíblia que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança? Pois então!) Mas vivemos em maya, achando que somos separados do Todo, que estamos desligados do Cosmo. Maya funciona como um véu diante dos olhos, que deixa a visão nublada. Um véu que impede a percepção clara, a entrada de Luz.

O caminho para se libertar de maya é o auto-conhecimento e a busca da Verdade. A ausência de maya e constatação da Verdade é a liberdade definitiva, é a saída deste estado de ignorância chamada Moksha: a Iluminacão! Livrar-se deste véu da ignorância e deixar-se invadir pela Luz da Verdade. E enxergar os fatos sob a Luz da Verdade. (É por isso que eu gosto tanto quando me desejam "LUZ!", sou invadida por uma esperança inexplicável!) A Iluminação é mais do que a simples constatação que todos somos UM. É experimentar na prática que EU e o Universo são uma falsa dicotomia.

Portanto, tentando explicar para aqueles que não entendem os meus devaneios e a minha busca: os questionamentos metafísicos de agora são apenas um pequeno exercício, um pequeno esforço, para tentar iniciar o caminho do auto-conhecimento. Apenas um aquecimento em direção do longínquo estado de moksha, que só deve acontecer daqui umas três, quatro ou muitas outras edições minhas.

Na minha edição atual, cheia de rodapés e notas do tradutor, vou desvendando alguns mistérios e constatando:

que coincidência, que nada, é o cosmo que conspira! As coincidências são um sinal de alerta do próprio Universo: vá buscar, vá entender, vá saber o porquê. Da próxima vez que acontecer alguma coisa que se julga ser apenas uma coincidência, uma obra do acaso, aguce a sua percepção e proure pela Luz!

Q-u-e-s-t-i-o-n-e.

Atreva-se a iniciar este caminho!

Om Shanti!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

REMEMBERING + NONSENSE: Menininhas do meu coração


Minhas amigas, há quinze anos! Até hoje somos menininhas, cheias de risadinhas, cochichos, estórias e caprichos... Todas juntas, quantos sorrisos... e abraços e beijos e torcidas!

E mais palpites sobre o cabelo, e consolo para as dores de cotovelo!

Amiga minha madrinha, amiga de plantão
amiga na dela ou cheia de sugestão

Amiga companheira que me arranca da solidão

Amiga que faz estética, G.O., otorrino,
amiga advogada, executiva e afins,
amiga para cuidar de mim

Amiga grávida ou que ainda não casou
amiga psicóloga para dizer-me onde estou

Amiga sortuda, amiga rica, amiga dura,
amiga brava, amiga meiga, amiga madura...

Celebramos bons tempos
Dividimos o drama
Falamos besteira

Um brinde a vocês, queridas
que fazem da minha vida
uma grande brincadeira...
OM SHANTI!

PS 1: Não preciso nem comentar que o estopim para este post foi a noite do último sábado, em que estivemos todas juntas, o que não acontecia há um bom tempo, dando uma regredidazinha básica: dançando, pulando de copo na mão, rindo sem parar, fofocando, bisbilhotando, correndo de lá pra cá, esquecendo da vida, virando criança, matando as saudades! Aí resolvi regredir por inteiro e escrevi este post infantilzinho...
Primitivo e necessário!
E que bom que, nem o tempo nem a vida, nos tiraram a graça de nos sentirmos meninas de novo...

PS 2: a foto é de outubro de 2007 - não estão todas aí....
PS 3: e eu adoro fazer declaração de amor!

sábado, 5 de setembro de 2009

INCURSÕES POÉTICAS: Breve momento

É quando a natureza dá seu espetáculo
e os raios de sol de todas as cores
invadem o céu


quando a água morna vem desenhar na areia
as linhas brancas feitas de sal


quando a brisa suave toca meu rosto
como as suas mãos, delicadamente


e os pássaros cantam docemente
enchendo o ar com alegria


quando a beleza do fim do dia
invade o corpo e a alma...
me dou conta que
o pouco tempo que tivemos
foi tão imenso quanto este breve momento


Om Shanti!

* foto minha, feita em Jericoacoara, janeiro de 2005.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

Médica formada na Faculdade de Medicina do ABC em 1999. Fez residência em Pediatria na Escola Paulista de Medicina – UNIFESP até 2002.

Especializou-se em Homeopatia pela Escola Paulista de Homeopatia, atual ICEH, de 2003 a 2005.

Seu interesse em Ayurveda nasceu com o início das práticas de Yoga em 2002. Em 2007, fez o módulo I de formação em Yoga com Pedro Kupfer. Em 2008 concluiu a formação em Ayurveda na Clínica Dhanvantari em São Paulo, com Dr. Luiz Guilherme Corrêa Neto.

Na Índia, fez estágio em Ayurveda e Pregnancy & Baby Care na “School of Ayurveda & Panchakarma”, Kannur, Kerala, em Janeiro de 2009 e no Arya Vidya Peetam Trust, AVP Hospital, Coimbatore, em janeiro de 2010.

Atualmente trabalha na em seu consultório, atendendo a consultas de Pediatria e Puericultura, permeadas pela Homeopatia, pelo Ayurveda e pela sua bagagem de maternagem.

Escreve o blog PEDIATRIA INTEGRAL no Portal de maternidade ativa Vila Mamífera.

TODOS SOMOS UM