terça-feira, 9 de agosto de 2005

NONSENSE: Nietzche e eu

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Foi o que fiz neste último fim de semana... pensar e pensar..... tanto que estou lacônica hoje!

Os livros que leio nunca caem na minha mão por acaso. Estou lendo "Quando Nietzsche Chorou", I.D. Yalom, e dele estou tirando verdadeiras pérolas... deliciem-se e tirem as suas conclusões, hoje não estou podendo explicar muito... elas dizem TUDO por si só. Denunciam o que se passa dentro do meu coração e da minha alma. Exprimem minha aflição e meu sentimento... aproveitem muuuuito... conheçam um pouco mais de mim - e leiam o livro, claro, recomendadíssimo para quem questiona a vida!

"Sonho com um amor que seja mais do que duas pessoas ansiando por possuir uma à outra. Sonho com um amor em que duas pessoas compartilham uma paixão de buscar juntas uma verdade mais elevada. Talvez não devesse chamá-lo de amor. Talvez seu nome real seja amizade." pg.323

"(ele) atenua minha solidão. Até onde consigo me lembrar, tenho me assustado com espaços vazios dentro de mim. Além disso, minha solidão não tem nada a ver com a presença, ou ausência, de pessoas. Está me entendendo?

... odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia." pg.304

"A vida da qual desejo escapar é a vida da burguesia médica vienense de 1882. (aqui leiam 'burguesia médica paulistana de 2005') Eu sei que os outros invejam minha vida, mas eu a abomino. (no meu caso, não com tanta veêmencia). Abomino minha mesmice e previsibilidade." (isso sim!) pg. 297

sobre os fantasmas da nossa mente - "Esses pobres fantasmas não fazem parte da realidade numênica. Toda visão é relativa, assim como todo conhecimento. Inventamos nossas experiências. E o que inventamos podemos destruir." pg. 281

" - Metas? As metas estão na cultura, no ar. Nós as respiramos. Todos os meninos com quem cresci inalaram as mesmas metas. Todos queríamos pular fora do gueto judaico, subir na vida, ter sucesso, riqueza, respeitabilidade. Era o que todos queríamos! Nenhum de nós jamais se pôs deliberadamente a escolher metas, elas estavam bem ali, as consequências naturais de meu tempo, meu povo, minha família.
- Mas elas não serveriam para você, Josef. (leia Silvinha) Não foram suficientemente firmes para sustentar sua vida. Bem, talvez fossem bastante firmes para alguns: os sem visão, ou para os medíocres que correm a vida toda atrás de objetivos materiais ou mesmo para os que atingem o sucesso mas têm o dom de continuamente fixar novas metas fora do alcance deles. Você olhou para longe demais na vida. Você viu que era fútil alcançar metas erradas e fútil fixar novas metas erradas. Multiplicações por zero dão sempre zero!

(...) Não tomar posse do seu plano de vida é deixar sua existência ser um acidente." pg. 254

E para concluir - deixe-me lembrar-lhe as palavras de Goethe:

"Sê um homem e não siga a mim, mas a ti! Apenas a ti!"

OM SHANTI!

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

NONSENSE: diretamente do meu porão

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"Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,

Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado

Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração."

(FRESTA, Fernando Pessoa )

Mais uma vez, Fernado Pessoa, o baixo-astral, aqui no meu blog, descrevendo tão completamente a sensação do vazio. Não que eu esteja me sentindo assim especificamente HOJE, mas temos que admitir: todos nós temos vazios, porões, para serem explorados e iluminados à luz da consciência, a fim de se perceber o tamanho e os restos, sujeiras e destroços que porventura sobraram por lá.

Pois é, essa fase de vasculhar o porão, fazer aquela limpeza geral e iluminar cada canto é um pouco complicada. Extensa, profunda. Estou fechada no meu porãozinho hoje, fazendo faxina, zerando. Já encontrei alguns bichos-papões em baixo da cama, mas olha, não saí correndo! Toquei tudo pra fora, à vassouradas.

Agora, livre dos monstrengos, dedico-me a organizar tudo, pôr cada coisa em seu lugar. Farei do meu porão um lugarzinho mais aconchegante e ensolarado, com vaso de flor no beiral e tudo. Quem sabe aí se proximem alguns passarinhos...

Enquanto isso descanso da faxina lendo um bom livro, curtindo a família (inclusive a Nina!) e os amigos. Isso faz com que meu canto se encha de graça, de ecos de risos, gritinhos de satisfação (e agora latidos também!). E aí, concluo, numa sensação gostosa, que tudo deve estar no seu devido lugar!

Logo terei mais ânimo para sair. By now, olho pela fresta. Daqui do meu canto reparo que algum raio de sol já se esquia pela fresta da porta, chamando-me para um passeio lá fora... já vou, já vou! Tô indo!!!.....

Om Shanti!

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

NONSENSE: em dez minutos

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"Swim out on a sea of faces
The tide of the human races
An answer now is what I need
See it in a new sun rise and
See it breaking on your horizon, come on love, stay with me"

Hoje tenho pouco tempo para escrever. Em dez minutos vou tentar dizer o que achei do novo CD do Coldplay (XY).

É simples: ouvindo esta música enquanto dirigia hoje pela manhã, com o sol batendo no rosto e o asfalto liso, tive a sensação de que eles tocam do jeito que a vida deve ser - um conjunto de sons, notas, acordes e vozes formando a melodia perfeita. Tudo se integra e se complementa. Tudo interligado. Tudo bem, Bethoveen seria mais adequado para esta comparação. Mas hoje cedo foi Coldplay que me fez flutuar.... flutuo com pouco mesmo, ainda bem.

Na minha própria melodia ainda escuto algumas dissonâncias. Por isso ponho o som alto, bem alto e tento acertar o compasso, tão bem quanto eles fazem nesta música - White Shadows. Linda!

É, a semana começando e eu tentando acertar o compasso com a vida - e com as pessoas. ...mmmm..... é um bom início!

Om Shanti!

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

Médica formada na Faculdade de Medicina do ABC em 1999. Fez residência em Pediatria na Escola Paulista de Medicina – UNIFESP até 2002.

Especializou-se em Homeopatia pela Escola Paulista de Homeopatia, atual ICEH, de 2003 a 2005.

Seu interesse em Ayurveda nasceu com o início das práticas de Yoga em 2002. Em 2007, fez o módulo I de formação em Yoga com Pedro Kupfer. Em 2008 concluiu a formação em Ayurveda na Clínica Dhanvantari em São Paulo, com Dr. Luiz Guilherme Corrêa Neto.

Na Índia, fez estágio em Ayurveda e Pregnancy & Baby Care na “School of Ayurveda & Panchakarma”, Kannur, Kerala, em Janeiro de 2009 e no Arya Vidya Peetam Trust, AVP Hospital, Coimbatore, em janeiro de 2010.

Atualmente trabalha na em seu consultório, atendendo a consultas de Pediatria e Puericultura, permeadas pela Homeopatia, pelo Ayurveda e pela sua bagagem de maternagem.

Escreve o blog PEDIATRIA INTEGRAL no Portal de maternidade ativa Vila Mamífera.

TODOS SOMOS UM